30.11.10

23.11.10

Onde estou, qualquer estilhaçar de um copo no chão me parece um tremor de terra. Tenho medos, guardo vontades, abro caminhos. Aperto os dedos na mão até ficarem sem cor. Falta me muita paciência, às vezes nem me conheço. Não sei se estou sozinho, mas alguém disse que tinha de ser assim. Faço esforços, muitos esforços. Tento encontrar (e pôr) sorrisos onde talvez eles nunca cheguem a estar. Não bato com portas, entro de mansinho.
Desculpo-me. Rezo para não estar a fazer tudo errado. Tento aproveitar. Quero convencer-me de que não estou no lugar errado. Quero fazer as coisas certas, da maneira certa. Tento gostar das pessoas, não esqueço as pessoas de quem gosto. Uso a cabeça, sinto-me inútil. Caminho muito, de um lado para o outro. Não rasgo papeis, guardo-os. Levo e trago sempre a música. Tenho saudades e penso de mais. Fico.


A proprósito...